Tuesday, January 11, 2011

Escolhas que podem fazer a diferença

Normalmente quando se fala em administração de espaço (considerando que se não informado o contrário, estaremos sempre tratando de instalações mainframe) a primeira coisa que vem em mente é espaço em disco.
O que muitas pessoas não consideram é que, uma má alocação pode ter os mesmos efeitos nocivos que a falta de espaço disponível.
Esta semana, enfrentei um problema decorrente disto. Num ambiente sabidamente dispondo apenas de volumes modelo 3, um JCL foi mudado pelo seu responsável pedindo uma área de WORK de SPACE=(CYL,(1600,150)), para SPACE=(CYL,(4000,100)).
O que pode passar desapercebido num ambiente com constante falta de espaço, é o fato que, um volume modelo 3 tem 3339 cilindros no total.
Desta forma, a menos que haja uma configuração de DataClass informando “Space Constraint Relief”, ou forçando uma nova alocação primária de tamanho menor, essa alocação jamais se faria possível considerando apenas volumes modelo 3 disponíveis para este request.
Há produtos que auxiliam evitando este tipo de problema, reduzindo a alocação primária até o tamanho disponível contínuo em disco. Porém, nos casos onde não há estes produtos atuando, nem as configurações acima de SMS atuando sobre esse dataset, essa alocação deve ser manualmente modificada no JCL para uma área primária necessariamente menor que 3339 cilindros.

Se você atua codificando JCLs para quaisquer fins, tenha sempre em mente o cuidado na hora de definir a demanda de espaço para cada dataset.
Para uma alocação bem sucedida e o correto uso dos recursos de espaço, forneça sempre a alocação de espaço mais adequada considerando o espaço real necessário e a expectativa de crescimento para seu dataset.
Sub-alocação acabará cedo ou tarde lhe apresentando um E37, que o obrigará a efetuar manutenção ou realocação do dataset. E caso seja maximizada a necessidade de alocação, além do óbvio mau-uso do espaço disponível, podendo impactar outras alocações, muito provalvemente um B37 incidirá numa alocação de área secundária.

Sempre que surgir duvidas nesta direção, procure por seu administrador de espaço. Tenho certeza que ele estará sempre pronto a orientar e fornecer a melhor definição de espaço com base nas informações que você o prover relacionado a expectativa de utilização dos seus datasets.

Thursday, January 6, 2011

Quando se ganha perdendo.. tempo!

Após muito tempo relutando contra algumas novas políticas da empresa, para o dia a dia do meu trabalho, nesse ano novo entrei no modo "positivo". E não é que começo a ver algumas coisas boas no que de fato é ruim?

Explico. Por conta de nova organização, há mais de seis meses somos impelidos a registrar todas as atividades executadas durante o dia numa ferramenta específica. A intenção desse processo é que se tenha maior controle da distribuição das atividades sem sobrecarregar uns em detrimento da "tranquilidade" execessiva de outros.

Pois bem, desde então tenho tomado notas de todo o meu dia de trabalho. Projetos, problemas, reuniões e afins. Trata-se de uma atividade bastante monótona, e a considerar pela ferramenta onde deve ser inputado os dados, time consuming.

Mas nesse novo Ano, com as práticas de concentração e relaxamento que estou impondo ao meu dia a dia profissional, esse histórico tem me ajudado muito a identificar quais as principais atividades, o que me consome mais tempo, e mesmo o que me rouba mais tempo.

Sendo assim, o tempo que tenho perdido registrando todas estas atividades, primeiramente na minha agenda pessoal e depois na ferramenta oficial, consigo visualizar exatamente as tarefas do meu dia a dia e inclusive me programar para atividades futuras e ações pró-ativas.

Algo que inicialmente foi considerado por mim um ladrão de tempo, esta se monstrando de grande valia para criar uma rotina mais eficiente e saudável.

E você? Não está na hora de ver suas atividades "penosas" por um novo ângulo?

Feliz 2011, e muita assertividade e equilíbrio para todos nós!